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Governo acata sugestões da Abrasel com ações que trazem alívio para bares e restaurantes

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Presidente-executivo da Abrasel Paulo Solmucci se reuniu ontem (16) com Jair Bolsonaro e ministro Paulo Guedes para discutir medidas que reduzam impacto da crise do Covid-19
 

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om a ameaça de uma crise de saúde pública que já começa a trazer impactos na economia e na vida financeira das empresas e dos trabalhadores, colocando em risco milhões de empregos, o Governo Federal anunciou nesta segunda-feira uma série de medidas para injetar recursos no país. Medidas como a suspensão do pagamento da parte do Simples Nacional correspondente à União e o diferimento do pagamento do FGTS, ambos por três meses, além de crédito de R$ 5 bilhões para as micro e pequenas empresas, são vitórias do setor de bares e restaurantes.

“O setor de alimentação fora do lar está vivendo um momento muito difícil e precisa de apoio. Estive ontem à tarde (16) com o presidente Jair Bolsonaro e com o ministro Paulo Guedes e pude demonstrar a eles o impacto da crise do Covid-19 para bares e restaurantes, além de apresentar sugestões baseadas em boas práticas de gestão da crise adotadas por outros países. As medidas mostram a sensibilidade do governo para com as demandas do nosso setor”, diz Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel.
Segundo Solmucci, a maioria absoluta das cidades no mundo manteve os estabelecimentos do setor de portas abertas, com ênfase na obediência das recomendações sanitárias a fim de evitar a contaminação. Já naqueles países em que a gestão do poder público foi malconduzida e respondeu com atraso à crise, é que medidas extremistas e muito danosas, como do fechamento compulsório desses estabelecimentos, foram adotadas. “O setor de Alimentação Fora do Lar (AFL) sempre lidou com prevenção à contaminação, por meio da segurança dos alimentos. O que a gente precisa agregar agora é o cuidado com o consumidor, como a recomendação de afastamento das mesas vinda da Organização Mundial de Saúde (OMS) e que já está sendo amplamente implementada no país. Nós não podemos quebrar essas empresas, que empregam hoje seis milhões de pessoas em todo o Brasil. É possível enfrentar essa crise com medidas de prevenção.”
Conheça as medidas anunciadas pelo Governo Federal:
Manutenção de empregos e redução de impacto nas empresas (R$ 59,4 bilhões):
Diferimento do prazo de pagamento do FGTS por 3 meses – impacto de R$30 bilhões;
Diferimento da parte da União no Simples Nacional por 3 meses – estimativa de R$ 22,2 bilhões;
Crédito do PROGER / FAT para Micro e Pequenas Empresas – projeção de R$ 5 bilhões;
Redução de 50% nas contribuições do Sistema S por 3 meses – impacto de R$2,2 bilhões;
Simplificação das exigências para contratação de crédito e dispensa de documentação (CND) para renegociação de crédito;
Facilitar o desembaraço de insumos e matérias-primas industriais importadas antes do desembarque.

 

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