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Associação de turismo receptivo promove ato para cobrar ajuda do GDF

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Movimento que reunirá representantes da categoria ocorre nesta quinta, 28, na Esplanada dos Ministérios

O

setor de turismo é o um dos mais afetados pela crise da Covid-19. Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estimam que o turismo no Brasil perdeu R$ 2,2 bilhões somente na primeira quinzena de março. Com esse pano de fundo, a  Associação Brasiliense de Turismo Receptivo (ABARE) promoverá, nesta quinta-feira (28), uma carreata para requisitar ao Governo do Distrito Federal direitos à categoria em meio aos reflexos da pandemia. O protesto pretende reunir mais de cem veículos em uma concentração no estacionamento do Mané Garrincha, a partir das 10h. Depois, o grupo seguirá até a Esplanada dos Ministérios.

Segundo Reinaldo Ferreira, presidente da associação e um dos líderes do movimento, será um ato pacífico, organizado e já recebeu apoio de outros estados do país, como Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais. “O objetivo é cobrar uma assistência do GDF nesse momento de crise. Além disso, os representantes da nossa categoria se unirão para uma causa mais que nobre: arrecadar cestas básicas que serão doadas para instituições carentes do DF. A ajuda é  bem-vinda de todos os lados nesse período que vivemos”, pontua.

Entre as reivindicações encabeçadas pela ABARE, há a diminuição dos impostos, isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e a flexibilização de crédito. Para além de uma manifestação de reivindicação, o grupo busca ainda propor ao Executivo local alternativas que ajudariam o setor de transporte receptivo turístico de Brasília. São elas: pagamento de auxílio emergencial de R$ 3.000,00 por veículo; incorporação de toda a frota para atuar nos contratos públicos e inclusão no transporte público de passageiros do DF.

“Apesar da situação de falência hoje do setor, não podemos desistir de tentar mover a máquina pública para nos auxiliar nesse momento. Esses são exemplos de parcerias com o poder público para que de alguma forma possam amenizar a ausência plena de esperança na nossa atividade. A inclusão do setor na estratégia pública se dá por entendermos que o nosso setor produtivo foi massacrado pelas medidas do governo contra a Covid-19. Nesse ínterim, se faz necessário a reparação urgente pelo poder público”, explica Ferreira.

Serviço essencial
Um decreto para incluir o setor de turismo receptivo como atividade essencial durante a pandemia do novo coronavírus foi publicado nas últimas semanas em edição extra do Diário Oficial da União. Pelo dispositivo, essa atividade passa a ser considerada essencial, desde que obedecidas as determinações sanitárias do Ministério da Saúde. “Se é essencial tem que ser remunerado com algum auxílio mesmo que parado. Se é essencial porque não está  sendo usado de forma essencial pelos governos?”, questiona Reinaldo.

SERVIÇO
O que é: manifestação da ABARE em cobrança pela ajuda do GDF
Onde: concentração no estacionamento do Mané Garrincha
Horário: a partir das 10h
Mais: ato terá arrecadação de cestas básicas para instituições carentes do DF

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