Assine nosssa newsletter

Aplicativos versus atividade física supervisionada

De acordo com a professora de educação física do Kurotel Maria Cristina Schokal Marques, prática com apps não leva em conta as individualidades de quem irá realizar os exercícios, podendo levar há um grande risco de lesão pela execução errada de algum movimento

A

tualmente, os aplicativos de celular são ferramentas cada vez mais presentes na rotina das pessoas e conseguem ajudar também na prática de atividade física. Há várias opções de apps para motivar e acompanhar os treinamentos, incluindo recursos que vão desde registrar os treinos, montando gráficos, calculando tempo, distância, velocidade, ritmo e calorias até os que permitem compartilhar os resultados com amigos em rede social. Somam-se a eles versões com sugestões de aulas como yoga, treinamento funcional, dança e exercícios de musculação.

Segundo Maria Cristina Schokal Marques, professora de educação física do Kurotel – Centro Médico de Longevidade & Spa de Gramado, no Rio Grande do Sul, essas tecnologias oferecem opções de exercícios para o público em geral, sem levar em consideração as condições físicas e limitações do praticante. “Por não levar em conta as individualidades de quem irá realizar os exercícios, há um grande risco de lesão pela execução errada de algum movimento”, alerta a especialista. Outra questão que pode prejudicar o treinamento é a falta de planejamento e progressão de cargas personalizadas para atingir os resultados desejáveis.

Nesse cenário, o papel do profissional de Educação Física é justamente orientar, planejar e acompanhar a prática de atividade física. “O acompanhamento profissional durante o treinamento é fundamental para a saúde e bons resultados no treinamento. É ele quem é capaz de elaborar planos de treinos específicos de acordo as individualidades, objetivos e condição física de quem irá executar os exercícios”, detalha a profissional que acredita no uso da tecnologia a favor da malhação, porém sempre com a supervisão de um profissional da saúde e como um aliado do treino e não substituindo a função do expert. “Os aplicativos podem colaborar com os treinamentos, registrando as atividades realizadas, controlando variáveis do treino e mostrando a evolução do praticante, sendo um aliado no planejamento do treinamento, mas é indispensável que este planejamento e orientações dos exercícios sejam elaborados por um profissional da área”, finaliza Maria Cristina Schokal Marques.

Sem comentários ainda.

O que você achou?

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *